Creio na inexistência do acaso, na sucessão propositada de um determinado acontecimento. Que tudo acontece só porque assim tem de acontecer e que, de alguma forma, aquele momento ou pessoa nos estava reservado. Tenho crença fiel naquilo a que se pode denominar de Destino, numa força ilimitada capaz de unir os pontos que se pertencem mutuamente, chegando mesmo a acreditar que se pode a gente considerar uma dessas mínimas porções do Universo que caminham com o intento de se tornarem um tanto mais compactas, mais completas, mais felizes. E aí entra o instinto e a nossa mesma magia ou, se assim lhe quiserem chamar, a predisposição natural que temos para com o que nos está destinado.
Gosto também de pensar que o ser humano abdica da confiança daquilo que não palpável é apenas porque não o consegue controlar. Porque a verdade é que a sensação de pássaro na gaiola não nos convém e ninguém nasceu para ser bicho de estimação do que quer que seja. Contudo, não é isso que está em causa. A realidade é que temos a completa capacidade de enganar o tempo, mas o fado permanece. A ocasião pertence-nos, é certo, ainda que seja somente ela uma espécie de averiguação da maturidade para o acolhimento daquilo que as linhas das nossas mãos transcrevem enquanto que, algures, alguém reescreve a nossa História de modo a que a dita sina se concretize.
Enquanto isso... vive-se.
























