Sábado, 19 de Maio de 2012

Cheers darlin'

Creio na inexistência do acaso, na sucessão propositada de um determinado acontecimento. Que tudo acontece só porque assim tem de acontecer e que, de alguma forma, aquele momento ou pessoa nos estava reservado. Tenho crença fiel naquilo a que se pode denominar de Destino, numa força ilimitada capaz de unir os pontos que se pertencem mutuamente, chegando mesmo a acreditar que se pode a gente considerar uma dessas mínimas porções do Universo que caminham com o intento de se tornarem um tanto mais compactas, mais completas, mais felizes. E aí entra o instinto e a nossa mesma magia ou, se assim lhe quiserem chamar, a predisposição natural que temos para com o que nos está destinado.
Gosto também de pensar que o ser humano abdica da confiança daquilo que não palpável é apenas porque não o consegue controlar. Porque a verdade é que a sensação de pássaro na gaiola não nos convém e ninguém nasceu para ser bicho de estimação do que quer que seja. Contudo, não é isso que está em causa. A realidade é que temos a completa capacidade de enganar o tempo, mas o fado permanece. A ocasião pertence-nos, é certo, ainda que seja somente ela uma espécie de averiguação da maturidade para o acolhimento daquilo que as linhas das nossas mãos transcrevem enquanto que, algures, alguém reescreve a nossa História de modo a que a dita sina se concretize.

Enquanto isso... vive-se.



Sexta-feira, 6 de Abril de 2012

Fazes-me Falta

"1. Não basta morrer para conhecer o sorriso de Deus - mesmo que, como foi o meu caso, se tenha vivido abismada nele uma vida inteira. Quando o pior acontecia, aquele sorriso descia às minhas trevas com um soluço de baloiço, um gingar de gonzos arrancado às cordas da infância. Eu sentava-me nele e subia, balouçando, até à luz. O pior aconteceu-me cedo, tive sorte. Deus procura primeiro os que sofrem antes do conhecimento específico da dor, talvez porque os outros sabem demasiado para poderem ser salvos." Inês Pedrosa

Domingo, 18 de Março de 2012

The Only One

Mais Do Que Isto. Um Pouco Mais. Muito Mais.

Meu Amor,


Dizia-te eu ontem que quem ama constrói uma nova identidade. Que já não hoje sou simplesmente quem outrora fui, que sou mais do que isso. Um pouco mais. Muito mais. Dizia-te com olhos de lágrimas felizes que tu, entidade suprema, destruíste toda a minha paridade absoluta. Ou, se me for permitida a correcção, moldaste em mim uma nova qualidade de idêntico, ramificaste uma série de características que intactas se mantinham desde a minha criação. Deste-lhes um novo despertar.
Antes de ti, eu era sonhadora. Olhava para o céu e não o via azul. E o meu horizonte findava se assim o desejasse. Hoje, hoje sou mais do que isso. Um pouco mais. Muito mais. Hoje, que gozo da inevitabilidade do teu conhecimento, tenho todos esses poderes mais apurados. Vejo arco-íris no céu e horizontes por cima de horizontes. Medos não os tenho, és a minha luzinha de presença. E se por imprudência digo Vai!, sei que ficas junto a mim e me beijas e me mostras que estou errada. A mim, à minha pessoa.
Que fortuna me foi declarada aquando da minha primeira existência!, assim penso. Poderia percorrer o mundo uma, duas, três, quatro, cinco vezes, que em canto algum encontraria um ser a ti equivalente. Poderia vasculhar debaixo de todas as camas, abrir cada porta de cada roupeiro que nem assim ficaria o meu olhar preso ao de alguém como ao teu ficou naquela noite. Poderia fazer coisas inimagináveis, desenhar aquilo que os meus sonhos ditavam, que a resposta seria sempre a mesma: És mais do que o ideal. Um pouco mais. Muito mais.

Por Ti


Como as nossas mãos entrelaçadas parecem saber mais do mundo do que nós.

Sexta-feira, 16 de Março de 2012

(Quando o Dia Entardeceu)

Acho que se passar por ti as borboletas da minha barriga já se não manifestam. Acho que as aprendi a controlar, que o tempo e a distância me prestaram auxílio nessa matéria. Acho que os teus olhos já não me penetram na alma sempre que, sorrateiramente, me olhas e vês. Acho que já não faço caso do passo que dás, qual o pé com que entras nas portas que outrora foram o nosso Mundo.
Para te ser sincera, nada de ti sei e há muito que não nos ouço. Não me assombras em pensares nocturnos e nem isso lamento. O que fomos parece hoje réstia de nada, um grão de areia num deserto imenso. Uma agulha no palheiro. Mas às vezes penso, confesso, imagino como seria se nos víssemos de novo. Se todos os meus achares se confirmariam ou se, pelo contrário, me farias escrever palavras inversas. Exprimindo só o que sinto e reflicto, digo-te que gostava de ter certas certezas, gostava que mas desses. Antigamente, deixávamos as nossas mentes comunicar, enquanto que desfrutávamos do silêncio de que inoportuno nada tinha. Agora não te compreendo, ou talvez não te pretenda compreender. Vês-me em memórias e não sabes em quem me tornei, embora seja exactamente a mesma. E tu? Não me respondas, peço-te, mantém as palavras em segredo que entre nós é urgente um longo intervalo de nações. Fronteiras. E as badaladas vão assim ditando a nossa cessação como se fôssemos um contrato intrinsecamente violado.
Em tempos dissemos que o final somente acontecia se acreditássemos efectivamente em tal. Meu Amor, aqui te pronuncio que a minha crença se mantém magistral e que nós... Nós não somos mais um pronome pessoal único. Eu e Tu somos hoje dois sujeitos distintos. Eu e Tu. Eu e Tu. Eu e Tu.  

Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012

Obrigada

Temos horas que o relógio jamais irá suprimir. E eu sou tão tua, tão tua. Eternamente.

Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

17 de Fevereiro de 2012



Boa Tarde, minha gente. :)
Pois que o meu cabelo sofreu um grande corte e desta vez por minha culpa. Por um motivo qualquer, não temo frases feitas como deixo nas suas mãos, faça como quiser ou é como achar melhor perante esta cabeleireira. Até pelo contrário. Sempre com a Mamã ao lado com uma expressão espantada, vou dizendo pode cortar um pouquinho mais que ele cresce rápido. Muito resumidamente, sou o sonho de qualquer profissional desta área. ;D
O almoço foi muito calmamente efectuado com a Mamã. Já que hoje foi dia de refeição a duas, tomámos a decisão de ir até a um óptimo restaurante de comida macrobiótica, cujos alimentos os restantes moradores desta casa rejeitam apenas de nome, mas que nós duas devoramos com curiosidade. E depois há aquela tarte de maçã. A tarte de maçã. Que, permitam-me que vos diga, vale por tudo.
Por enquanto, vou estudar que a matéria se acumula e as aulas começam já para a semana. Posteriormente hei-de fazer a mala para aproveitar o presente do dia dos Namorados: um fim-de-semana de relaxe. E como ambos precisamos disso...

  • Um Beijinho...

Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

Friday I'm In Love



Cumprimentos, meus caros. :D
Devo-vos informar de algo que já todos sabem, mas que é facto provido de real valor: é Sexta-feira! Hoje, neste dia soalheiro, festeja-se a entrada de mais um fim-de-semana, ao qual o senso comum atribui o significado de repouso semi-absoluto. Para mim também o será. Só este e o próximo. Será sim, contando igualmente com a parte artística da qual se entende o estudo do violino pois que a audição se aproxima (falta ainda mais de um mês, mas os dias estão contadinhos até lá) e na terça-feira, célebre dia dos namorados, vou eu mais o meu maninho, a convite da cabeleireira, acompanhar musicalmente um lanche-convívio fornecido pelo próprio centro de estética.
Todavia, regressando ao assunto primordial, é hoje dia de jantar com as meninas e de convívio posterior. Acordei bem-disposta, com vontade de ser positiva e de acreditar que há-de tudo correr bem, e gosto de mim assim. Gosto mais de mim como sou do que como tenho sido. Mas há momentos para tudo, tempo para tudo, alturas para se ser um pouco de tudo. Vou tentar afincadamente prolongar este.
  • Um Beijinho, crianças...   

Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

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Naquele momento, jurei que seríamos Infinito.

Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

Quotidiano

  • Assunto número 1: Checked.
  • Assunto número 2: Checked.

E por enquanto é isto e isto. Saí há pouco com a agenda na carteira, mais um plano mental esquematizado quase até à data do meu aniversário. É bom quando isto acontece, quando temos a cabecinha ocupada com coisas que gostamos de fazer. Ou outras, talvez, que têm necessariamente de acontecer. Ainda assim, de nada me queixo nos momentos em que estou apertadinha de trabalho e apenas anseio por aquelas escapadelas de fim-de-semana ou cafés num qualquer dia da semana à noite. O que vale são precisamente aquelas alturas em que o lado espontâneo da vida vem ao de cima preenchendo o nosso interior de partículas mágicas durante um espaço de tempo ilimitado. Isso é, portanto, como que combustível para a minha pessoa e resulta sempre na perfeição.
Agora coisas concretas. Ontem, no final do exame, estava uma colega minha a dizer "Mas por que é que eu não escolhi um curso mais fácil?". E, em certos momentos, quando já não encontro mais pontas de cabelo onde me agarrar, também eu penso do mesmo modo. Estou teoricamente de férias, mas a prática é uma realidade distinta. Há tanto para estudar, tanta matéria para pôr em dia. Depois é a preguicite aguda de que padeço e que me dá cabo do currículo. No entanto, já há muito que tenho o Vermelhão no coração. :P

  • Hasta, crianças. Vou relaxar.

Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012

Por Enquanto

É a minha cama que tem a honra da minha presença neste preciso momento. Tenho o "Abraço" no colo e estou enterrada nas almofadas cor-de-rosa. Entrei oficialmente de férias, hoje, e precisava disto há já algum tempo (hora maldita em que existem exames que se podem adiar por incompetência de docentes). Por isso, vou-me agora dedicar à leitura. Só eu e as palavras, eu e a imaginação, eu e um sem número de coisas que me hão-de passar pela cabeça enquanto que o relógio não pausa. Amanhã é um outro dia e a lista de tarefas tem de ser cumprida. Mas não agora. Por enquanto, é tudo sobre mim. Vou ser egoísta e pensar exclusivamente em mim. Preciso disso.

Um até já seguido de uma boa noite. :)

Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012

Caracol, Caracol, Onde Estás Tu, Caracol?

Singelos cumprimentos, minha gente.
Há um boa par de meses, salvei um caracol que a Mamã encontrou entre legumes. Estava eu na sala, muito bem instalada, quando a minha progenitora mo apresentou. Foi como que amor à primeira vista. Ou, se antes preferirem, entre mim e aquele bichinho, houve uma compaixão imediata. Espreitando-me pela carapaça, sei que sentiu que podia confiar em mim. E eu, olhando intensamente para ele, soube que me solicitava todo o auxílio possível. Por isso, de robe cor-de-rosa, pantufas com ovelhinhas, e o caracol a fazer de par de uma folha de alface, saí à rua com o primoroso objectivo de o libertar. Fez-se à vida num instante depois de lhe ter escolhido um cantinho protegido. E subi de novo com o coração preenchido.
Hoje, aquando da minha chegada após a aula de violino, a Mamã disse-me ter encontrado um outro caracol no meio dos verdes. Pousou-o delicadamente na banca para que mal eu chegasse, tivesse a feliz oportunidade de ser novamente livre como o outro forasteiro da história anterior. Todavia, este novo malandro fugiu. Assim, de repente. E nunca mais ninguém lhe soube do rasto. Ainda dei uma vista de olhos, duas, três, quatro, pela cozinha, mas nada. O sacana virou-nos as voltas. Cheira-me que, logo à noite, quando estiver no quentinho a ver televisão, vou ter mais um forasteiro como companhia. E, depois, tenho com ele uma conversa. Malandro.
  • Um beijinho...  ♥  

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Passatempo - "Neon Satchel Giveaway"

E como ainda não se pagam impostos por participar, aqui deixo uma ideia interessante se quiserem ter a oportunidade de ganhar uma Neon Satchel Amarela tão bonita quanto esta. :D



Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

'Sedeo'



Se me perguntarem quem sou, minto. Digo que sou uma pessoa comum. Ponho de parte os Sonhos que persigo, as crenças mais venenosas, apetecíveis. Não refiro qualquer sabedoria a mim confiada nem tampouco aqueles escritos aos quais ninguém teve acesso. Não digo acreditar no amor eterno, à primeira vista. Não falo na condição para muitos inacessível de manter viva uma esperança eterna. Nego o quê das coisas com a maior força em mim presente e respiro fundo. Respiro muitas vezes fundo.
Eu sou assim, o Vento, a aragem de Verão. Eu assim sou, o frio do Inverno. Eu tenho em mim tudo aquilo que eles não vêem, falo de coisas que não ouvem. Olho para cima e imagino um castelo no ar. E se for capaz de uma visualização veemente, asseguro honestamente a viagem para lá. Devaneio. Fantasio tanto, vivo ainda mais. Amo com a certeza de que, um dia, o Destino me há-de compensar com um sem número de oportunidades.
  

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Sabe-se Que Se Está No Ensino Superior Quando...


... o teste é o seguinte: 


"Recorrendo às várias correntes e autores que estudou ao longo do semestre, elabore um ensaio de 3 ou 4 páginas sobre APENAS UM dos dois temas seguintes:

a) Justiça versus Utilidade.

B) Justiça igual para todos e cidadania multicultural."